No dia 11 de outubro, 48% da energia elétrica consumida na Região Nordeste foi gerada por usinas eólicas, um recorde. Em meio à pior crise hídrica da história da região, a energia produzida pelo vento está ajudando a abastecer milhões de nordestinos, evitando, por ora, o risco de racionamento. Em 2013, essa fonte era responsável por menos de 5% da energia da região. No Brasil, a energia eólica já representa 7% da matriz elétrica ,fatia superior à soma das participações da energia nuclear e da gerada por carvão mineral. Apesar do rápido crescimento das eólicas nos últimos anos, os empresários do setor nunca estiveram tão pessimistas em relação ao futuro. “O setor vive um nível de incerteza inédito. Devido à pouca demanda nos leilões, o mercado pode ter uma grande queda em 2019 e 2020”, afirma o consultor Brian Gaylord, da dinamarquesa Make, especializada em energias renováveis. “Isso causa muita preocupação em toda a cadeia produtiva.”
Desde que começou a ganhar força no país, em 2009, a energia eólica entrou na agenda positiva do governo. É fácil entender o motivo: ela é limpa, competitiva e sua implantação é mais rápida do que quase todas as outras fontes. Sua capacidade de geração cresceu de 600 megawatts para os atuais 10 gigawatts
,expansão de mais de 1 000% em sete anos. Foram mais de 48 bilhões de reais de investimento no período.
Apesar das incertezas, no longo prazo o Brasil é visto como um dos mercados mais promissores do mundo. Em setembro, o país ratificou seu compromisso com o Acordo de Paris de cortar 37% das emissões até 2025, o que incentiva as energias renováveis. Além disso, o plano decenal do governo prevê ampliar a energia eólica para 24 gigawatts até 2024. “É ingênuo acreditar que a queda de demanda ocorra sem dores”, diz Mauro Cruz, executivo da área de renováveis da GE. “Mas essa é uma oportunidade para melhorar a produtividade e diminuir o custo da energia.” Com um cenário de ajuste no horizonte, resta saber quem vai sobreviver para tocar esses projetos.
Desde que começou a ganhar força no país, em 2009, a energia eólica entrou na agenda positiva do governo. É fácil entender o motivo: ela é limpa, competitiva e sua implantação é mais rápida do que quase todas as outras fontes. Sua capacidade de geração cresceu de 600 megawatts para os atuais 10 gigawatts
,expansão de mais de 1 000% em sete anos. Foram mais de 48 bilhões de reais de investimento no período.
Apesar das incertezas, no longo prazo o Brasil é visto como um dos mercados mais promissores do mundo. Em setembro, o país ratificou seu compromisso com o Acordo de Paris de cortar 37% das emissões até 2025, o que incentiva as energias renováveis. Além disso, o plano decenal do governo prevê ampliar a energia eólica para 24 gigawatts até 2024. “É ingênuo acreditar que a queda de demanda ocorra sem dores”, diz Mauro Cruz, executivo da área de renováveis da GE. “Mas essa é uma oportunidade para melhorar a produtividade e diminuir o custo da energia.” Com um cenário de ajuste no horizonte, resta saber quem vai sobreviver para tocar esses projetos.

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